Viagens

BARCELONA: roteiro de 4 dias. Praia, arquitetura e cultura na capital da Catalunha.

Em 2015 fomos à Espanha mas conhecemos apenas Madri. Na época não foi possível encaixar Barcelona na viagem e desde então fiquei esperando a oportunidade de voltar por lá e conhecê-la. Em abril desse ano deu tudo certo e finalmente cheguei na capital da Catalunha, pra ver com meus próprios olhos tudo o que tanto eu ouvia falar e o que eu vi em tantos filmes, principalmente nos do Almodóvar e do Woody Allen (como não amar a Barcelona retratada em “Tudo sobre minha mãe” e “Vicky Cristina Barcelona”?).

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A primeira vez que eu vi Barcelona e o Mar Mediterrâneo. Chegando num domingo ensolarado de primavera.

E não é que estavam certo? Que maravilha Barcelona é! Um museu a céu aberto, paraíso dos entusiastas da arquitetura e que, graças sobretudo ao famoso arquiteto catalão ANTONI GAUDÍ, conta com prédios e diversas construções bem diferentes, que você só vai encontrar por lá. E tudo muito bem preservado!

Cheia de cultura, eventos em todas as épocas do ano, muitas áreas verdes, museus e muita história para contar! Na década de 90, a cidade passou por um processo de revitalização por conta dos Jogos Olímpicos (Barcelona 92, lembro deles como se fosse hoje!) e a partir de então ficou ainda mais conhecida mundialmente.

O climinha gostoso do Mediterrâneo ajuda a dar um ar mais leve e despojado à cidade, afinal não dizem que quem vive perto do mar é mais feliz? Ah, não gosta de praia? Não tem problema! Barcelona é cercada por montanhas! Tem até estação de esqui a apenas duas horas de carro (Pirineus).

A cidade também se destaca quanto à sua rica e cultuada cena gastronômica, considerada uma das melhores da Europa. Isso, inclusive, já foi assunto de um post específico aqui do blog:

Barcelona para foodies. Conhecendo a gastronomia catalã e espanhola. Restaurantes que indico.

Lá você vai conhecer um outro país que não é a Espanha não! A Catalunha, embora se localize no norte da Espanha, quase na fronteira com a França, é um pedacinho do mundo que tem língua (o catalão), identidade cultural e traços físicos próprios e que é cheia de gente orgulhosa de sua origem (as mil bandeiras que vi estendidas nas janelas dos prédios estão de prova). Atualmente, e mais do que nunca, se encontra num efervescente processo de separação da Espanha, às vésperas de mais uma consulta popular por sua sonhada independência.

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Detalhes que vi pela cidade relacionados à consulta popular pela independência da Catalunha da Espanha que ocorrerá em breve.

A Catalunha é bilíngue, tem como línguas oficiais o catalão e o espanhol. O catalão, diferente do que muitos pensam,  não é um dialeto. Achei um tanto que parecido com o espanhol, italiano, francês (obrigado=merci) e até mesmo o português (bom dia=bon dia), tudo por conta da raiz românica que todas essas línguas têm em comum, sendo todas derivadas do latim. É falado também em outras regiões da Espanha, como em Valência e nas Ilhas Baleares, e é a língua oficial até de um país, o Principado de Andorra. Mas atenção! Não se preocupe por não falar catalão, pois dá pra se virar perfeitamente com o espanhol ou portunhol, se for o caso.

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Foto 1: Catalão na sacada (A língua é um direito e uma cultura).  Foto 2: Aviso bilíngue. Foto 3: O Catalão é predominante na cidade.

Uma controvérsia que eu não poderia deixar comentar com vocês é sobre o pé de guerra que os moradores tem travado contra o turismo de massa e seus malefícios.  O turismo, embora gere muito dinheiro para a cidade e seja uma das suas principais receitas, tem se transformado num grande problema social da capital catalã. E a verdade é que eles têm suas razões! Afinal imagine viver numa cidade que tem 1,6 milhões de habitantes e que recebe 32 milhões de turistas por ano (pra você ter uma ideia como isso é muito, o Brasil como um todo recebeu ano passado 6,6 milhões de turistas estrangeiros)! Essa quantidade tem impactado diretamente na qualidade e no custo de vida de quem mora por lá. O principal reflexo disso, e maior reclamação dos moradores, é quanto ao preço dos aluguéis que teve um aumento desmedido nos últimos tempos. Muitos, inclusive, já tiveram de se mudar dos bairros que moravam há anos para outros mais distantes, já que a maioria dos donos de apartamento estão preferindo alugar seus imóveis para os turistas, que pagam quatro vezes mais que os que alugam de forma convencional.

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Protestos em Barcelona contra o turismo em massa (foto da internet) e adesivo que eu encontrei espalhado pelo Bairro de Gràcia.

Infelizmente essa é a realidade deles e tudo isso me fez parar para refletir, pela primeira vez, sobre meu papel e comportamento enquanto turista. Mas não deixe de ir conhecer a cidade por conta disso. Meu conselho é que você vá e faça como eu, entenda a situação e torça para que logo eles resolvam toda essa situação.

Bem, só sei que espero não demorar muito a rever essa cidade tão cheia de magnetis e encantadora.

A seguir conto pra vocês como foi minha experiência por lá e o que fazer em 4 dias na cidade.

ROTEIRO DE 4 DIAS

DIA 1 – PRAIA DE LA BARCELONETA E ASSISTINDO UM JOGO DO BARÇA NUM BAR LOCAL.

Chegamos na cidade, pelo AEROPORTO EL PRAT, bem na hora do almoço. Logo saindo do desembarque encontramos a OFICINA DE TURISME, mantida pelo Governo da Catalunha e que oferece serviços aos turistas que lá chegam. Tiramos nossas dúvidas quanto à forma de chegar no hostel que ficaríamos hospedados e lá fomos nós e nossas malinhas pegar o metrô.

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Existe a opção de pegar um transfer ou um táxi, se você estiver com pressa ou muito cansado, e tem também o aerobus (ônibus do próprio aeroporto), mas preferimos economizar nessa chegada e ir de metrô, já conhecendo o transporte público da cidade e aprendendo a usá-lo (o metrô do aeroporto tem preço diferenciado. Você paga 4,50 euros e com esse valor você desce em qualquer estação da cidade, já incluindo as conexões).

A cidade nesse dia estava em festa porque era DIA DE SAN JORDI (23/04), o Santo Padroeiro da Catalunha. Desde que desembarcamos por lá vimos em vários lugares a tradição de se presentar com uma rosa e receber um livro em retribuição. Era muita gente com flores na mão e barraquinhas vendendo livro.

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Até eu ganhei a tradicional rosa do dia de San Jordi!

Deixamos as malas no hostel, trocamos de roupa e lá fomos nós conhecer LA BARCELONETA, a mais famosa praia catalã.

No passado, a região de LA BARCELONETA era um modesto bairro de marinheiros, tendo sido uma das regiões revitalizadas com os Jogos Olímpicos de 92. A orla sofreu modificações e hoje é uma área bem moderna. O entorno é ainda um local simples, com prédios modestos e com roupinhas penduradas nas varandas, mas cheio de personalidade de um bairro típico e habitado por locais.

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Descemos na estação de metrô BARCELONETA e logo avistamo o MUSEU DE HISTÓRIA DA CATALUNHA. Demos uma volta pelo bairro e fomos almoçar no restaurante SALAMANCA, que fica bem em frente à praia.

Nesse dia tinha muita gente na areia, era um dia lindo de primavera mas não ousei tomar banho por lá não! Não tava quente para tanto e achei a água um gelo! Mas foi divertido e especial colocar os pezinhos no Mediterrâneo pela primeira vez.

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Look de praia (!) e sofrendo choque térmico no Mediterrâneo.

Depois do almoço percorremos a orla marítima, do PORTO OLÍMPICO até um dos prédios emblemáticos da cidade, o HOTEL W BARCELONA, também conhecido como o “hotel vela”, por causa do formato parecido com uma vela de barco. Foi uma super pernada mas valeu muito a pena!

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O HOTEL VELA

O PORTO OLÍMPICO foi construído para as Olimpíadas de 92 e hoje em dia é uma das principais áreas de lazer da cidade. Na região, além de muitos restaurantes e bares, você encontra as boites mais famosas de Barcelona. Por lá também tem um shopping e muitos prédios bem modernos. Mas o que mais me chamou a atenção na área foi a belíssima escultura chamada o PEIX (“o peixe”, obra do escultor americano Frank Gehry) e a marina lotada de barcos e pelicanos.

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PORTO OLÍMPICO e a escultura PEIX

Durante o passeio pela orla vi muitos barcos, restaurantes, bares “pé na areia”, vendedores de tudo o que você possa imaginar, gente fazendo atividade física, músicos animando a calçada e uma escultura que não tem como não passar despercebida. L’ESTEL FERIT (que significa “a estrela ferida”) foi projetada pela artista alemã Rebecca Horn, que fica bem na areia da praia e representa 4 cubos empilhados, em homenagem às antigas barracas de praia que existiam ali. Bem próximo à escultura tinha o chamado “contador de la vergüenza”, um enorme relógio marcando uma triste estatística: a quantidade de refugiados mortos em acidentes no Mar Mediterrâneo.

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E por falar em refugiados… Quando chegamos finalmente ao HOTEL W, já estava anoitecendo e estávamos cansados. Decidimos então ir até a estação de metrô numa espécie de “bicicletáxi”. Foi então que fizemos sinal e conhecemos o SAID, um refugiado afegão que chegou na cidade fugindo da Guerra do Afeganistão, que nos contou rapidamente uma linda história de superação e sobrevivência. Com o dinheiro que recebe nas corridas do bicicletáxi que dirige já conseguiu até trazer parte da família pra viver com ele na Catalunha.

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Altos papos com o Said.

Voltamos pra o bairro que estávamos hospedados e fomos direto para o GAT NEGRE, um típico bar local, assistir um clássico do futebol espanhol: BARCELONA FC X REAL MADRI. Deu pra ver nessa noite o quanto o Barça é pra eles “mais que um time”! Pra nossa sorte (e mais sorte ainda deles), o Barcelona venceu a partida e começamos com o pé direito na capital catalã.

DIA 2 – CONHECENDO A BARCELONA DE GAUDÍ E AS RAMBLAS

No segundo dia começamos cedo, pois o ritmo seria intenso, com muitas atrações para explorar. Foi o dia que eu reservei para conhecer a Barcelona de ANTONI GAUDÍ, a maior celebridade catalã na minha opinião! O GAUDÍ é um dos arquitetos mais famosos do mundo, que viveu na cidade na virada do século XIX para o XX e que é considerado o principal nome do estilo chamado MODERNISMO CATALÃO. Com um estilo muito próprio, ele fez obras peculiares e bem diferentonas, como o PARGUE GÜELL, a CASA BATLLÓ, a CASA MILÀ e a igreja SAGRADA FAMÍLIA.

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Antoni Gaudí (1852-1926)

Nosso hostel ficava no BAIRRO DE GRACÍA, mesmo bairro que o PARQUE GÜELL, então foi por lá que nosso passeio se iniciou. Se você estiver hospedado mais distante daqui saiba que a estação de metrô mais próxima do parque é VALLCARCAS ou LESSEPS e que delas para o parque dá uma pernadinha (uns 15 minutos).

O PARQUE GÜELL foi projetado pelo GAUDÍ para ser um condomínio de casas, isso lá em 1899. Um projeto mega ousado para a época e que não foi pra frente porque os barceloneses consideravam a região muito afastada do centro da cidade. Em 1918, quando EUSEBI GÜELL, o dono do empreendimento faleceu, a prefeitura da cidade comprou a obra e a transformou num parque, que hoje em dia é o mais visitado da capital.

Por muito tempo a visitação era gratuita mas como ele vinha recebendo quantidades absurdas de pessoas, passaram a cobrar a entrada aos visitantes. Para não enfrentar filas e evitar surpresas desnecessárias, comprei meu ingresso pela internet, no site do próprio parque, por apenas 7 euros. Aconselho você a fazer o mesmo, entrando no link a seguir:

COMPRAR ENTRADAS PARA O PARC GÜELL

O passeio pelo parque vale muita a pena e você não tem como não deixar de se impressionar pelo estilo extravagante e surreal do GAUDÍ. Você vai ter a impressão de estar num mundo encantado, num mundo de imaginação! Fiquei pensando que maravilha seria ser um morador desse condomínio, hein?! O próprio GAUDÍ morou lá por 20 anos!

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Terminando o passeio pelo parque, pegamos o metrô, descemos na estação PASSEIG DE GRÀCIA e fomos para o elegante bairro de EXAIMPLE, parte mais central da cidade, para conhecer outra obra do GAUDÍ, a CASA BATLLÓ. Confesso que não tinha tanta noção do que me esperava! Que coisa é essa casa, gente?! E eu não consigo parar de que ela foi projetada há mil séculos atrás (mais especificamente em 1875) e do como esse homenzinho era à frente do seu tempo. Ele pensou em tudo e a casa, além de deslumbrante, é mega funcional.

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O ingresso não foi barato mas valeu cada parte dos 23,50 euros que gastei! Considero um dos passeios imperdíveis da cidade. Com esse valor você não tem direito à visitação mais uma espécie de audioguia (SMARTGUIDE), onde cada detalhe da casa é explicado em português e de forma interativa.

COMPRAR INGRESSOS PARA A CASA BATLLÓ

Essa é outra entrada que eu aconselho comprar pela internet, para já deixar reservado seu horário e programar melhor seu dia. A fila convencional estava enorme!

Outra obra de GAUDÍ que tem bem pertinho (na verdade, mesma avenida) da CASA BATLLÓ é a chamada CASA LA PEDRERA (ou CASA MILÀ). A casa é considerada patrimônio mundial da UNESCO e se destaca principalmente por sua fachada. O prédio foi construído entre os anos de 1905 a 1910 para uma família de sobrenome MILÀ e é muito visitada por conta do museu que abriga sobre o GAUDÍ e da vista e esculturas existentes em seu telhado. Infelizmente não fomos lá, o que eu considero uma grande falta nossa mas também mais um motivo para voltar a Barcelona. Vá e depois me conte nos comentários o que eu perdi! Ah, o ingresso custa 22 euros.

COMPRAR INGRESSO PARA CASA MILÀ (LA PEDRERA)

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Casa Milà ou La Pedrera (foto da internet)

Saindo da CASA BATLLÓ, almoçamos ali por perto (RESTAURANTE TERRA CA LA NURI) e depois fomos passear pelo PASSEIG DE GRÀCIA, a Champs-Élysées de Barcelona. É uma avenida bem larga, com prédios bem bonitos, gente chique, lojas de grifes e até uma loja oficial do Barcelona.

Caminhamos um pouquinho por ela e logo chegamos num dos pontos centrais da cidade: a PLAÇA DE CATALUNYA. É uma enorme praça lotada de pessoas e também de pombas! É uma das praças mais importantes da cidade e é onde se inicia a famosa RAMBLA.

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Plaça Catalunya

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LA RAMBLA (ou LAS RAMBLAS) é uma rua exclusivamente de pedestres de enorme extensão, que vai da PLAÇA CATALUNYA até o PORT VELL, cruzando vários bairros da cidade. Tem vários trechos e em cada um vai mudando de nome (LA RAMBLA DE CANELETES, LA RAMBLA DELS STUDIS, LA RAMBLA DE SAN JOSEP, etc).

Prepare-se para ver por lá um mundaréu de gente transitando. É o local mais turístico da cidade, por isso fique atento aos batedores de carteiras que costumam andar por lá.

Cafés, restaurantes, bancas de revistas, trecos, flores, estátuas humanas, artistas de rua, perfomances mil. Tudo acontece por ali!

Uma das paradas obrigatórias é o MERCAT LA BOQUERÍA, que fica na RAMBLA SAN JOSEP. Explico tudo sobre ele no post que eu fiz sobre a gastronomia de Barcelona. Caso não tenha visto, confira:

Barcelona para foodies. Conhecendo a gastronomia catalã e espanhola. Restaurantes que indico.

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A RAMBLA termina de frente para o PORT VELL (=Porto Velho), no MONUMENTO A COLOMBO, uma enorme estátua do descobridor das Américas apontando em direção ao mar.

Se nesse ponto do passeio você não estiver muito exausto e estiver ainda claro, sugiro que você atravesse e vá até o PORT VELL fazer um passeio de barco pra ir descansando e ter outra visão de Barcelona. Minha sogra, tia e sobrinhas fizeram recentemente e adoraram!

Nós acabamos indo andando até Barceloneta novamente e depois voltando pra perto do hostel e jantando num barzinho por lá.

DIA 3 – BAIRRO GÓTICO, PARQUE DE LA CIUTADELLA E LA SAGRADA FAMÍLIA

O terceiro dia foi mais light pra compensar a canseira do dia anterior. Tomamos café e fomos em direção ao BAIRRO GÓTICO (estação de metrô JAUME I).

O BAIRRO GÓTICO é uma região de Barcelona cheia de ruazinhas estreitas, praças interessantes e construções de diversas épocas, inclusive do período do Império Romano.

A ideia é se perder pelas ruelas, andando pelos becos e descobrindo mil surpresas que a região revela. Uma praça, uma porta, uma construção, uma igreja. Tudo por lá é incrível e você vai se sentir num cenário de filme medieval! Na maior parte do bairro não transitam carros, o que facilita o passeio.

O que ver por lá? A CATEDRAL DE BARCELONA, a IGREJA SANTA MARIA DEL PI, os prédios da sede do GOVERNO DA CATALUNHA – PALAU DE LA GENERALITAT e da PREFEITURA DE BARCELONA – AJUNTAMENT, a PRAÇA DE SAN JAUME, a PRAÇA REIAL (minha preferida, cheia de lindas palmeiras e no formato da PLAZA MAYOR de Madri), TORRES ROMANAS, PONT DEL BISPE e ainda tem o MUSEU PICASSO.

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Se quiser almoçar na região recomendo o restaurante CAN CULLERETES, que é o restaurante mais antigo da Catalunha e funciona desde 1786 no número 5 da Rua Quintana.

Saindo do BAIRRO GÓTICO andamos só um pouquinho e chegamos no PARQUE DE LA CIUTADELLA, que foi o primeiro parque público da cidade, e é uma ótima opção para passar um tempo, relaxar e descansar. Do ladinho fica o ARCO DO TRIUNFO, que foi construído para ser a porta de entrada da Exposição Universal que aconteceu na cidade em 1888.

Mas não demoramos muito por lá, pois tínhamos horário marcado para conhecer a SAGRADA FAMÍLIA e ainda íamos pegar metrô (da estação ARC DE TRIOMF para a estação SAGRADA FAMÍLIA. Mas dava para ter ido a pé, caminhando uns 20 minutos) . Mas é claro que eu não enfrentei fila e reservei a entrada pela internet, pagando 15 euros! Faça o mesmo clicando no link!

COMPRAR INGRESSO PARA A SAGRADA FAMÍLIA

LA SAGRADA FAMÍLIA é principal atração de Barcelona e de toda a Espanha. Foi o projeto máximo do GAUDÍ, que morreu sem ver sua grande obra finalizada. Aliás, ele nunca viveria para tanto, pois até hoje ela continua inacabada. Começou a ser construída em 1882 mas só deve ficar pronta em 2026, no centenário da morte do GAUDÍ. Vi as máquinas da obra em ação e procurei manter meus olhos atentos ao máximo. Impossível não se impressionar pela grandiosidade dessa construção. Impactante! Já tinha visto mil fotos e filmes e achava a fachada bem confusa e extravagante, confesso, porém chegando lá descobri meu equívoco e a grande beleza que ela é e que por lá tá em cada detalhe.

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DIA 4 – REGIÃO DE MONTJUIC

Esse foi nosso último dia e infelizmente começou bem molhado! Saímos do hotel com chuva em direção à região de MONTJUIC.

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O MONTJUIC fica localizado numa colina e é onde você terá vistas maravilhosas da cidade. Já foi há muitos séculos atrás um forte militar e hoje é considerada a maior área verde da cidade. Concentra várias atrações como o CASTELO DE MONTJUIC, o PARQUE OLÍMPICO (que foi construído por ocasião das Olímpiadas de 1992 e que até hoje é aberto ao público), ESTÁDIO OLÍMPICO, JARDIM BOTÂNICO, FUNDAÇÃO JUAN MIRÓ (com obras desse importante pintor espanhol), o MUSEU NACIONAL DE ARTE DA CATALUNHA, o centro cultural CAIXAFORUM, a FONTE MÁGICA DE MONTJUIC e a PLAÇA ESPANYA.

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Atrações da região de Montjuic.

Fomos até lá de metrô, descendo na estação PLAÇA ESPANYA, mas saiba que você tem outras opções de chegar lá (como chegar na estação de metrô PARAL.LEL e se decidir entre pegar o teleférico ou o funicular que sobe próximo ao CASTELO DE MONTJUIC).

Como o tempo não estava nada bom (a chuva não parava de cair), não conseguimos cumprir todo o roteiro, já que grande parte é ao ar livre, e vimos apenas a FONTE MÁGICA DE MONTJUIC e visitamos o MUSEU NACIONAL D’ART DA CATALUNYA (MNAC).

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Em frente da FONTE MÁGICA e MUSEU NACIONAL D’ART DA CATALUNYA (MNAC)

O MUSEU NACIONAL D’ART DA CATALUNYA (MNAC) exibe obras de artes de diversas épocas e artistas. Tem um acervo maravilhoso e acho que vale muito a visita.  O ingresso custou 8,50 euros e compramos na hora, sem nenhum problema.

De frente do museu tivemos uma linda imagem da cidade, apesar de parcialmente encoberta pelo mal tempo (imagina num lindo dia de sol!).

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Saindo de lá fomos até a PLAÇA ESPANYA e atravessamos para o CENTRO COMERCIAL ARENAS DE BARCELONA, um shopping center que ocupa uma antiga Arena de Touro, que foi desativada em 1977, revitalizada e reinaugurada em 2011. Lá no alto tem um terraço com um mirante da cidade e um espaço gourmet com vários restaurantes (fomos no LA LOLAS DE LAS ARENAS).

Centro Comercial LAS ARENAS
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Terraço Gourmet

Como a chuva não parava, decidimos aproveitar que estávamos por ali e ir ao cinema do shopping assistir um filme argentino que eu queria muito ver (NIEVE NEGRA, com o Ricardo Darín).

Mas se você tiver mais tempo e futebol for sua praia, sugiro que aproveite, pegue um táxi ou metrô e vá até o CAMP NOU, que fica lá perto, conhecer o estádio do BARCELONA FC. São menos de 20 minutos até lá. Se for de metrô desça na estação BADAL.

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Camp Nou: a casa do Barça (foto da internet)

Se quiser mais informações sobre a visita ao estádio do Barça, clique no link a seguir:

INFORMAÇÕES SOBRE O CAMP NOU EXPERIENCE

Bem, esse foi nosso roteiro por Barcelona, conseguimos conhecer muita coisa, nos divertir e passar momentos incríveis por lá!

E pra finalizar queria compartilhar com você o roteiro que fiz no aplicativo MY MAPS do Google e que facilitou muito a minha vida por lá. Nele eu marquei as principais atrações da cidade, dicas de restaurantes e as estações de metrô mais próximas. Espero que ajude você a montar sua viagem e se tiverem alguma dúvida ou precisar de ajuda é só me chamar nos comentários.

Abraços e como se diz em bom catalão: “a reveure” (=adeus)!!!!!

5 comentários em “BARCELONA: roteiro de 4 dias. Praia, arquitetura e cultura na capital da Catalunha.

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