Viagens

Vale a pena se hospedar em um HOSTEL?

Durante a organização da nossa última viagem, decidimos que essa seria a oportunidade perfeita para se hospedar pela primeira vez num HOSTEL.

Um HOSTEL (ou em bom português: um albergue) é uma ótima forma de reduzir os custos de uma viagem, já que, geralmente, os preços são mais em conta que um hotel comum. Pra você ter uma ideia, no hostel que ficamos em Barcelona pagamos uma diária de 60 euros por um quarto privativo, enquanto que a média dos hotéis que pesquisamos na época ficava em torno de 90 euros por dia. E se tivéssemos optado por um quarto compartilhado, esse preço teria caído muito mais!

Outra característica desse tipo de acomodação é possuir um ambiente mais descontraído e menos formal que um hotel. Cheio de áreas comuns, o hostel possibilita uma maior interação e socialização entre os hóspedes e promove um encontro entre viajantes de várias partes do mundo e diferentes culturas. É, por isso, uma ótima forma de conhecer outras pessoas e até mesmo de praticar um idioma, o que era exatamente nosso objetivo, já que temos buscado fluência em espanhol.

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Interação social.
hostel area comum 2
Diversão compartilhada.

Durante muito tempo foi sinônimo de acomodação típica de mochileiro e um lugar frequentado apenas por pessoas jovens, tanto que era comum se utilizar a expressão “albergues da juventude” para se referir a esse tipo de hospedagem. Mas o tempo passou e, atualmente, quase metade dos que se hospedam em um hostel tem mais de 30 anos e não se enquadram no perfil mochileiro de ser (vi tiozinhos fofos no hostel de Amsterdã e já me imaginei no futuro com o Rodrigo!). Tem até os que aceitam crianças e tem ambientes para elas.

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O primeiro hostel do mundo foi fundado em 1912, num antigo castelo na cidade de Altena, Sul da Alemanha, e funciona até hoje (foto da internet)

 

Hoje em dia ficar num hostel virou moda e cada vez mais tem crescido a quantidade desse tipo de estabelecimento pelo mundo. A revista Exame divulgou ano passado que, segundo a conclusão de um primeiro relatório feito sobre esse segmento (realizado pela Phocuswright, uma empresa que estuda o setor de viagens), a indústria dos hostels tem registrado um forte crescimento, estimulado principalmente pela mudança no perfil do viajante atual, que deixou de ser o turista habitual e procura viajar mais, conhecer o máximo de lugares do mundo e que prioriza viver experiências e se socializar. No Brasil, nos últimos anos, a quantidade de hostels cresceu incríveis 533%!

Como o perfil dos hóspedes de um hostel mudou, foi necessário se adaptar à essa transformação e, hoje em dia, esse tipo de estabelecimento, além de oferecer quartos e banheiros compartilhados (que podem ser mistos ou separados por sexo), possui também quartos privativos e com banheiro para os que buscam mais privacidade.

 

Deixou também de ser um lugar geralmente simplório, pequeno e com um ar desconfortável para atender uma clientela mais exigente que não aceita pagar barato a qualquer custo! E assim não param de surgir hostels de diferentes conceitos. Tem hostel-boutique, hostel-design, eco-hostel e por aí vai. A decoração de muitos deles é geralmente bem moderna e estilosa. Um mais lindo que o outro!

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Full Moon Design Hostel – Budapeste-Hungria (foto da internet)
Bunk Design Hostel, Beyoglu, Istanbul
Bunk Design Hostel – Istambul-Turquia (foto da internet)

Muitos, para promover a interação entre os hóspedes, têm, além de uma cozinha ou sala compartilhada, biblioteca, sala de jogos, lavanderia e até bar dentro do seu espaço físico. Outros promovem festas e outros eventos, além de oferecerem aulas em grupo de diversas atividade.

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É Festa! Slumber Party Hostel na Tailândia (foto da internet)
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Aulas de tango no Guanaaní Hostel em Vitória-ES (foto da internet)

 

Nessa última viagem para a Europa (abril/maio de 2017), ficamos em dois hostels de conceitos diferentes um do outro.

O primeiro foi em Barcelona. O JAM HOSTEL BARCELONA que fica em Gràcia, um bairro boêmio da cidade, tipicamente local e que é onde fica o PARQUE GÜELL. Nossa ideia era ficar um pouco fora do circuito turístico para ter mais contato com a cultura e o modo de vida autêntico barcelonês e ter muitas opções para curtir a cidade à noite, sem a necessidade de usar transporte. Mas caso precisasse, em 10 minutos de metrô chegávamos ao PASSEIG DE GRÀCIA (uma das principais avenidas da cidade) e próximo às RAMBLAS. Por lá vimos muitos hostels, escolas de culinária, cinemas tradicionais e pracinhas rodeadas de bares, cafés e restaurantes frequentados por barceloneses. Os preços, obviamente, bem mais baratos que em outras áreas da cidade.

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Recomendadíssimo o bairro e principalmente o JAM HOSTEL BARCELONA, que é um ECO HOSTEL, que prega a sustentabilidade e o turismo responsável, concepção perfeita para o turbulento momento que vive Barcelona no setor turístico (já contei sobre essa situação toda nesse link aqui).  Além de alugar e oferecer espaços para guardar bicicletas (bike friendly), também tinha um brechó com coisas que as pessoas esqueciam no hotel ou doavam (eu comprei uma blusinha linda por 4 euros!).  Por lá tem também aulas de yoga por 5 euros e, na recepção, tinha um quadro informando toda a programação cultural e as festas que estavam rolando da cidade.

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Ficamos num quarto privativo, mas sem banheiro, o que não foi um problema, pois o banheiro que ofereciam (e que era separado por sexo) tinha muitas cabines e era bem limpinho. O hostel também oferecia uma sala com biblioteca e jogos de tabuleiro e duas cozinhas, sendo uma delas toda equipada pra quem quisesse cozinhar e fazer sua própria refeição por lá.

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Já o segundo hostel que nos hospedamos foi em Amsterdã, dias depois. O CLINKNOORD é um hostel-design enooorme! Era um antigo laboratório de 1920, situado às margens do rio, na região norte da cidade (AMSTERDAM-NOORD), bem de frente para a AMSTERDAM CENTRAAL (principal estação da cidade) e a um pulo dos principais pontos turísticos da capital holandesa. Para chegar lá é super simples e diferente. Só pegar um ferryboat gratuito, que funciona 24 horas e sai da Estação Central de 5 em 5 minutos. A região é super bonitinha, moderna e está começando a ser desbravada recentemente. Cheia de casinhas típicas holandesas, bosques e muitas áreas verdes, cafés descolados e produção de arte, a região vem sendo conhecida por sua pegada criativa e cultural.

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Foi uma experiência interessantíssima e que eu amei! O CLINKNOORD é mais que um simples lugar para se hospedar, é simplesmente um complexo de interação social! Pessoas de todas as partes do mundo compartilhando diversas áreas comuns. Tem cozinha, sala de jogos, sala de exposição de arte, um café e até um bar com lounge bem bacana (ZINCBAR) e que oferece até shows. O ambiente é bem descontraído e a decoração é super descolada.

 

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Ficamos mais uma vez num quarto privativo, só que dessa vez com banheiro dentro. Além desse tipo de acomodação, eles têm também dormitórios compartilhados (mistos ou só femininos).

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Nosso quarto privativo e os quartos compartilhados do Clink Hostel.

 

Precisava contar pra vocês toda essa experiência e respondendo à pergunta do título do post: sim, vale muuuuito a pena! Eu, inclusive, já tô louca pra viajar de novo e conhecer mil hostels pelo mundo afora.

 

 

7 comentários em “Vale a pena se hospedar em um HOSTEL?

  1. Não sabia que vcs tinham ficado em hostel!!! Que máximo!!! Sempre tive vontade, mas achei q ja tinha passado a oportunidade! Q ja tava velha demais pra isso, kkkkkkkk…

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  2. Aline! Demais esse post! 😃 Muita gente acha que viajar é caro, especialmente em função do valor das hospedagens em hotéis. Bom demais divulgar o hostel como uma ótima alternativa. 👏👏👏 Depois vem o post do aluguel de apartamentos por temporada para mostrar mais uma boa alternativa 😉. Beijo grande 😙.

    Curtido por 1 pessoa

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